domingo, 28 de setembro de 2014

(In)Disponível

O ambiente no trabalho não podia estar mais de cortar à faca...
Está pesado, o R. anda insuportável e toda a gente já começou a perceber que piorou substancialmente desde que começamos a trabalhar juntos. Até me chego a sentir envergonhada pois sinto-me uma birrenta menina mimada. 

Fui "abençoada" com uma gripe terrível. Entre chá e lenços de papel, ganhei um visto de uma semana para recuperar.
Sexta-feira ao fim do dia, já a amaldiçoar a inércia e o nariz entupido, recebo uma chamada. Quando vejo no visor do telemóvel a identificação do chamador ia atirando o aparelho contra a parede. 

- Sim? - atendi com o tom mais indiferente que consegui. 
- Soube que estás doente. Precisas de alguma coisa? Acabei de sair do escritório, posso levar-te o jantar. 
- Não é preciso, obrigada - "A Sério?! Estás todo queridinho porquê?!"
- Não me custa nada. Deves estar mesmo muito doente para ficares em casa, gostava de poder ajudar. 
- R.? 
- Que foi?
- Não precisas de te incomodar. Eu posso cuidar de mim, sozinha. 
- Meu Deus!! Podes deixar de ser a rainha de gelo por uma noite? Quero ajudar, quero cuidar de ti... Quero... Sei lá o que raio é que quero! Fodasse!!!

Ele desligou-me o telefone na cara?! Mas que grande lata a deste gajo. 
Levantei-me do sofá e comecei a andar de um lado para o outro da sala como um animal enjaulado e enfurecido. 
"Tenho de ir tomar um banho! Que raiva!"
Enchi a banheira até metade com água quente, acendi uma vela com perfume de framboesa e comecei a tirar a roupa. 
Fui-me lembrando das mãos do R., aqueles dedos compridos e com nós salientes, quase sentindo a forma como ele me tocou. E podia jurar que ficavam marcadas na minha pele as suas impressões. O cheiro dele invadiu as minhas narinas (impossível porque nem consigo respirar), uma memória sensorial potentíssima. Fechei os olhos e inclinei o pescoço para a direita, a sentir os lábios dele percorrê-lo, a mordiscar o lóbulo da minha orelha. 
Entrei na banheira e senti o choque térmico, quase como a descarga elétrica da minha pele em contacto com a dele. 
Os meus mamilos endureceram e tive de os tocar para diminuir a dor que senti. Apertei-os entre os dedos, delicadamente a desejar os seus lábios e língua ao redor deles. Apertei um seio contra o outro e só queria ter o seu membro grosso e duro entre as minhas mamas, mexer-me em torno dele e deixá-lo completamente louco. 
 "Não! Basta!" 
Tomei o meu banho rapidamente, sai da banheira, sequei-me e vesti o pijama. 
Não lhe ia dar mais uma das minhas noites, nem mais um dos meus pensamentos. 

Retirado da web


3 comentários:

  1. E desprezar esse Sr. que achas que efeito teria nele ?

    Bj Completo

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    Respostas
    1. É isso que ando a tentar descobrir, Girl :)

      Obrigada pela visita.
      Beijo em ti

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