Depois de um almoço pautado pela boa disposição, sentaram-se novamente
no sofá; contrariando os receios de A., a conversa entre eles brotava
facilmente, ambos esqueceram os seus principais temores, juntos sentiam-se
felizes como há muito tempo não conseguiam ser.
- Sentes-te bem? - Perguntou N., fazendo-lhe uma festa na cara.
- Sim, contudo, é inevitável não pensar que isto acabará dentro de algumas
horas e terei de voltar à realidade.
- Não penses nisso agora, quando disseste que vinhas, combinamos que iríamos
passar um dia divertido, que eu te faria rir muito e não estarias triste em
momento algum. Eu faço de palhaço se for preciso para que te rias.
- Não precisas de te esforçar, olhar para ti é suficiente.
- Ai é? - Puxou-a para o colo e encheu-a de cócegas. A. tentava controlar o
riso mas era impossível, sentiu que naquele lugar ou onde ele estivesse estaria
sempre bem e teve medo desse sentimento. O que ela não sabia é que ele sentia o
mesmo.
Entre gargalhadas e gritinhos abafados, os seus lábios ficaram próximos, quando
olharam dentro dos olhos um do outro não puderam esconder, a sintonia era a
mesma, ambos queriam render-se e afundaram-se um no outro.
A. prendeu com as pernas o corpo de N., que entre beijos e carícias a levou até
à cama na divisão ao lado.
Atirou-a de encontro à cama e deliciou-se com a visão de uma gata que se
enroscava de tesão. De joelhos, observou-a, atentamente, ela sentou-se na cama
e puxou-o pelo colarinho da camisa, agarrando-lhe o cabelo desalinhado encostou
os lábios ao seu ouvido e desafiou: "Esta é a tua grande oportunidade,
sempre disseste que sabias do que és capaz, só precisavas que te deixassem
prová-lo", N. sorriu e não lhe deu oportunidade de desistir, agora era
dele e faria de tudo para se satisfazer daquela mulher.
Um a um, com cuidado, desabotoou os botões dos jeans dela, esperava o seu
consentimento, quando ela cerrou os olhos, deixou-lhe as pernas a descoberto e
ficou a observar com atenção. Passou as mãos pelas pernas nuas que perscrutou
de seguida com beijos suaves. Quando ela se apercebeu estava completamente
despida na mira dele e olhava-o nos olhos, à espera do primeiro sinal de
arrependimento dele que demonstrou precisamente o contrário ao iniciar o
caminho de beijos precisamente na direção inversa, iniciando na covinha do seu
pescoço até que atingiu o seu sexo húmido, quente, pronto para o receber. Ao
sentir a excitação de A., ficou ainda mais louco, enquanto a estimulava sentia
o corpo dela contorcer-se, podia ficar assim para sempre, a ouvir a sua
respiração ofegante e os seus gemidos. Mas ela estava ansiosa, não queria ter
um papel passivo naquela luta, delicadamente empurrou-o de encontro à cama e
agarrou no seu sexo duro numa fome avassaladora engoliu-o enquanto N. revirou
os olhos, a sua língua deslizava em movimentos rápidos e os seus lábios tinham
um aspeto ainda mais delicioso à medida que adquiriam a mesma tonalidade
de um morango, e aquele olhar pervertido que lhe lançava enquanto fazia o membro
pujante entrar e sair da boca, sentia-se invadido por um prazer inexplicável
mas queria mais, queria ser parte dela, como sentia que ela já fazia parte
dele, preenche-la não de uma forma vazia de sentimentos como se habituara a
fazer nos últimos tempos mas com a força dos que nutria por ela, talvez ainda
não fosse amor mas corria o risco de ser em breve. Passou-lhe a mão pelo rosto
e delicadamente puxou-a para si, A. adotou uma postura dominante e ondulava o
corpo como uma cobra perigosa, N. corria o risco de não aguentar mais, quando
os seus corpos latejantes se fundiram ambos soltaram um gemido profundo, os
movimentos dela eram mais céleres, ela sabia onde queria chegar, mas ele jamais
permitiria que fosse assim, ele tinha de saber como era dominar uma
controladora; os dois de joelhos, beijavam-se com fúria, uma necessidade
avassaladora, N. passou ao redor do corpo dela, quedando-se mais uma vez a
observá-la, quando tinha as costas dela viradas para ele começou por percorrer
com a língua a sua coluna vertebral, passou a mão pelos cabelos dela e
tapou-lhe a boca, com a outra mão tocou no seu clítoris endurecido e ela
começou a ceder, o seu corpo parecia estar acometido por pequenos choques, ela
dobrou-se sobre a barriga e ele aceitou o convite, sabia que não podia parar
aquelas investidas até explodir de prazer, agarrava-a pela cintura e continuava
naquele ritmo que quase a conduzia à loucura, ambos sabiam que se estava a
aproximar o clímax, era partilhado o frenesim de tesão.
Quando sentiu o sexo
latejante jorrar dentro de si também ela atingiu outro orgasmo e outro...
Deixaram-se ficar em silêncio, tentando recuperar da sofreguidão que os
acometera. Por instantes, o mundo tinha acabado e restaram somente os dois.
domingo, 26 de abril de 2015
Falling...
O relógio da estação marcava as 7.30h, restavam 15
minutos de ansiedade em que o coração batia expectante pela partida e o
raciocínio exigia ficar.
À primeira chamada, entrou no comboio em passo lento a contrastar com o bater acelerado no seu peito. Uma lágrima reprimida rolou finalmente pelo rosto; o comboio partiu e já não podia voltar atrás.
Aquela viagem era quase como uma analogia à sua vida no momento, sabia que jamais recuperaria a sua vida anterior, sabia ter atingido o ponto de não retorno, só desconhecia o que a aguardava no fim da linha.
E era lá, na estação de
chegada, que ele a esperava. Na sua aparente calma, passeava sobre os ténis
preferidos. À primeira chamada, entrou no comboio em passo lento a contrastar com o bater acelerado no seu peito. Uma lágrima reprimida rolou finalmente pelo rosto; o comboio partiu e já não podia voltar atrás.
Aquela viagem era quase como uma analogia à sua vida no momento, sabia que jamais recuperaria a sua vida anterior, sabia ter atingido o ponto de não retorno, só desconhecia o que a aguardava no fim da linha.
Soou o aviso de chegada, o ritmo cardíaco intensificou-se mas a expressão do seu rosto permaneceu ligeira. Estava quase a ir embora quando a avistou, seria de esperar que não a reconhecesse, vira-lhe somente o rosto em fotografias que, honestamente, a faziam ter bem melhor aspeto ao vivo. Sorriu ao observar a dissonância entre a sua aparência frágil e a determinação do seu caminhar. Sempre fora bom a perceber as pessoas simplesmente pelos seus gestos e tinha de confessar que aquela mulher o intrigava: o rosto transmitia a expressão mais serena, a postura era rígida e os passos seguros. Quantos anos teria levado a construir aquela imagem. Aquela não era a menina triste que falara com ele ao telefone na noite anterior que o fizera revoltar-se e desejar tirá-la dos braços do papão. Ela personificava a confiança que sempre procurara numa mulher, mas nunca tinha visto.
Paralisado, viu-a sentar-se e procurar algo na bolsa, ela tirou o telemóvel e o seu começou a tocar quase no imediato, vê-la enquanto a ouvia provocou-lhe uma estranha sensação de realidade, ela existia, não era produto da sua imaginação.
- Não me fizeste vir a Lisboa para me deixares sozinha na estação, pois não? - A sua voz parecia diferente agora.
- Estou a observar-te desde que chegaste, mas com alguma dificuldade em mexer-me.
Ela começou a procurar o seu interlocutor, quando o encontrou sorriu e aquele trejeito no lábio fê-lo tremer. Que raio de mulher era aquela?
Quando se aproximou para a beijar na bochecha e sentiu o seu perfume percebeu-se invadido pelo desejo de se afundar no seu corpo perfumado, afastou aquele pensamento o mais rapidamente que conseguiu. Levou a mão ao seu rosto para lhe tirar os óculos escuros que o impediam de lhe ver os olhos, ela baixou ligeiramente o rosto mas não o impediu. Foi um choque encontrar as marcas de uma noite de lágrimas, os seus olhos verdes pareciam engolidos numa dimensão de dor. E ela não se controlou mais. Abraçou-a com toda a sua força e depois apercebeu-se de que estaria a magoa-la, aquele abraço era um misto de compreensão e raiva. À medida que o soluçar dela no seu peito se tornava mais intenso, mais sentia vontade de torna-la sua, mesmo que o preço a pagar fosse demasiado alto.
- Vá, vamos sair daqui - devolveu-lhe os óculos.
Entraram no carro e não trocaram uma única palavra durante o que lhes pareceu uma eternidade, nenhum dos dois parecia querer interromper o silêncio. Ela deu o primeiro passo:
- Onde me levas?
- Ao céu, minha querida - e olhou-a de relance, sorrindo.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
New inspiration
Há muito que o fogo se extinguira
E nos olhos dela o brilho se apagou
As noites desenfreadas, o tesão...
Ele partira.
Coração despedaçado, alma em retalhos...
E o sorriso fingido que camuflava a amargura
Fantasma vagando ao incerto
Espectro do outrora, transparência do antes
E um dia o sol iluminou a divisão escura
Como se de novas cores se pintasse o céu
E os passos ocos no soalho do quarto vazio ganharam nova dimensão, pois dois pares de pés agora o pisam
Chegaste tu...
Energia em forma humana.
Força da natureza em pinceladas artísticas de tons vibrantes numa tela branca
E o meu corpo ganhou nova vida...
Pronto a ser tomado pelo teu abraço e beijo exigentes. Disposta, toda tua.
E quando pensava que a existência acabara, a lagarta virou borboleta...
E quando a estrela se apagou novas constelações explodiram de um branco brilhante.
É assim o meu orgasmo.
Um big bang a cada espasmo...
E todo teu, só para ti bebé.
Deixas?
(Obrigada N. por trazeres de volta a inspiração que julgava perdida e desculpa-me, desculpa por ter estado tão profundamente adormecida que cada toque me assusta... tão magoada que cada palavra me faz esconder dentro da carapaça)
E nos olhos dela o brilho se apagou
As noites desenfreadas, o tesão...
Ele partira.
Coração despedaçado, alma em retalhos...
E o sorriso fingido que camuflava a amargura
Fantasma vagando ao incerto
Espectro do outrora, transparência do antes
E um dia o sol iluminou a divisão escura
Como se de novas cores se pintasse o céu
E os passos ocos no soalho do quarto vazio ganharam nova dimensão, pois dois pares de pés agora o pisam
Chegaste tu...
Energia em forma humana.
Força da natureza em pinceladas artísticas de tons vibrantes numa tela branca
E o meu corpo ganhou nova vida...
Pronto a ser tomado pelo teu abraço e beijo exigentes. Disposta, toda tua.
E quando pensava que a existência acabara, a lagarta virou borboleta...
E quando a estrela se apagou novas constelações explodiram de um branco brilhante.
É assim o meu orgasmo.
Um big bang a cada espasmo...
E todo teu, só para ti bebé.
Deixas?
(Obrigada N. por trazeres de volta a inspiração que julgava perdida e desculpa-me, desculpa por ter estado tão profundamente adormecida que cada toque me assusta... tão magoada que cada palavra me faz esconder dentro da carapaça)
domingo, 28 de setembro de 2014
(In)Disponível
O ambiente no trabalho não podia estar mais de cortar à faca...
Está pesado, o R. anda insuportável e toda a gente já começou a perceber que piorou substancialmente desde que começamos a trabalhar juntos. Até me chego a sentir envergonhada pois sinto-me uma birrenta menina mimada.
Fui "abençoada" com uma gripe terrível. Entre chá e lenços de papel, ganhei um visto de uma semana para recuperar.
Sexta-feira ao fim do dia, já a amaldiçoar a inércia e o nariz entupido, recebo uma chamada. Quando vejo no visor do telemóvel a identificação do chamador ia atirando o aparelho contra a parede.
- Sim? - atendi com o tom mais indiferente que consegui.
- Soube que estás doente. Precisas de alguma coisa? Acabei de sair do escritório, posso levar-te o jantar.
- Não é preciso, obrigada - "A Sério?! Estás todo queridinho porquê?!"
- Não me custa nada. Deves estar mesmo muito doente para ficares em casa, gostava de poder ajudar.
- R.?
- Que foi?
- Não precisas de te incomodar. Eu posso cuidar de mim, sozinha.
- Meu Deus!! Podes deixar de ser a rainha de gelo por uma noite? Quero ajudar, quero cuidar de ti... Quero... Sei lá o que raio é que quero! Fodasse!!!
Ele desligou-me o telefone na cara?! Mas que grande lata a deste gajo.
Levantei-me do sofá e comecei a andar de um lado para o outro da sala como um animal enjaulado e enfurecido.
"Tenho de ir tomar um banho! Que raiva!"
Enchi a banheira até metade com água quente, acendi uma vela com perfume de framboesa e comecei a tirar a roupa.
Fui-me lembrando das mãos do R., aqueles dedos compridos e com nós salientes, quase sentindo a forma como ele me tocou. E podia jurar que ficavam marcadas na minha pele as suas impressões. O cheiro dele invadiu as minhas narinas (impossível porque nem consigo respirar), uma memória sensorial potentíssima. Fechei os olhos e inclinei o pescoço para a direita, a sentir os lábios dele percorrê-lo, a mordiscar o lóbulo da minha orelha.
Entrei na banheira e senti o choque térmico, quase como a descarga elétrica da minha pele em contacto com a dele.
Os meus mamilos endureceram e tive de os tocar para diminuir a dor que senti. Apertei-os entre os dedos, delicadamente a desejar os seus lábios e língua ao redor deles. Apertei um seio contra o outro e só queria ter o seu membro grosso e duro entre as minhas mamas, mexer-me em torno dele e deixá-lo completamente louco.
"Não! Basta!"
Tomei o meu banho rapidamente, sai da banheira, sequei-me e vesti o pijama.
Não lhe ia dar mais uma das minhas noites, nem mais um dos meus pensamentos.
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| Retirado da web |
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Insónia
Mais uma noite de insónia. Deito-me na cama e fecho os olhos, mas o barulho da chuva nos vidros não me deixa dormir.
Passo a mão pelo pescoço a tentar relaxar, desço-a pelos ombros, toco as minhas mamas, sinto os mamilos endurecer e recordo os teus lábios; a tua boca cheia e carnuda. Continuo a descer a minha mão pela minha barriga, a sentir cada centímetro dos meus contornos e posso ver, agora, os teus braços fortes e as tuas mãos enormes que quase sinto me agarram com força. À medida que aproximo os dedos do núcleo de calor do meu corpo, imagino o teu sexo erecto e pronto para me preencher.
Escorrego ainda mais para a inconsciência...
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| Retirado da web |
Era escura a noite que nos encobria
Naquele encontro furtivo
Mas podia ver nos teus olhos o brilho do desejo
E o sopro fino que fugia dos teus lábios
Do meu corpo em ondas de calor libidinoso fluíam movimentos lentos e ritmados
Dançávamos em silêncio um ritual animal, unicamente movidos pelo instinto
Queria ter-te e sentir-te
Beijar dos teus lábios a luxúria
Mas havia uma distância de segurança a manter
Libertador e nocivo, lascivo e aliciante...
Somente no mais íntimo dos pensamentos
percorria os teus braços com a mão hesitante.
Sempre um sonho, nada mais do que a imaginação.
Agora desisto de tentar dormir, vou beber um café quentinho na beirada da janela e ver a chuva cair.
Bons sonhos!
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
No more slave
O fim de semana passado foi de introspecção e auto análise.
Sozinha, debrucei-me sobre os meus pensamentos, desejos e erros cometidos no último ano.
Fundamentalmente, a anulação pessoal e o silêncio a que me vetei foram os "sintomas" que sobressaíram.
Acreditava e confiava cegamente na pessoa que tinha ao meu lado, descobri da pior forma que controlo e manipulação são muito distintos.
Agora estou a recomeçar, erguer a muralha que foi destruída.
De volta a este meu pequeno mundo apercebi-me que já nem a minha identificação faz sentido. Por isso, a partir de agora sou Just Mysterious...
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Um prato que se serve frio
Nunca fui muito à bola com o R. e sei que também não estou na sua lista de preferências.
Por vivermos a competir na empresa para ver quem fica com os melhores projectos, somos incapazes de apreciar a companhia do outro.
Noutro contexto, possivelmente, olharia para ele de outra forma. É um gajo agradável à vista. Dele emana uma aura de tranquilidade, própria de quem está de bem com a vida. E tem um sorriso maravilhoso.
A segundas feiras são um dia difícil para mim. Mas, chegar ao trabalho e ser anunciado que durante os próximos meses terei de trabalhar em parceria com o R. foi o suficiente para me estragar toda a semana.
"Vai ser a oportunidade perfeita para aprenderes alguma coisa de valor com quem sabe", disse ele com aquele sorriso de dentes perfeitos na minha cara amarrada. E o chefe acenou positivamente!
Toda eu fervi... Senti apoderar-se de mim uma gana de lhe partir o nariz.
Com todo o afinco, a trabalhar lado a lado com ele, empenhada em não o deixar passar-me a perna, nem dei conta dos dias passarem. Até que hoje (ontem, 5ªfeira) ele me diz:
- E que tal levar-te a jantar? Temos trabalhado imenso!
Pressenti um plano ganhar forma dentro de mim e assenti animada:
- OK, acho que aguento um jantar contigo.
Sai do trabalho e resolvi passar no shopping, directamente na Etam. "Hmm... não há tempo para algo mais arrojado, vou ter de arranjar alguma coisa aqui", pensei.
Vagueei um pouco pela loja, só que nada me chamou a atenção; foi quando vi, mesmo junto ao provador, um babydoll vermelho que me gritava para o levar. "Perfeito!" Experimentei-o, paguei e sai, alegremente, da loja. ¨
Dando graças pela noite fresca em pleno Verão, fui ao armário buscar uma espécie de vestido de malha / casaco de trespasse preto ao nível do joelho e com ele cobri a lingerie recém comprada, bem como quase todo o meu corpo dos joelhos até ao pescoço. Escolhi um discreto sapato de salto alto também preto e sem mais qualquer maquilhagem no rosto pus um pouco de baton vermelho-cereja. O cabelo preso num rabo de cavalo "desleixado" e rumei ao ponto de encontro decidida a dar uma lição àquele convencido.
O restaurante era pequeno e acolhedor. Quando cheguei, ele levantou-se num floreado cavalheiresco.
- Bem... não pensei que te fosses embonecar toda para jantar comigo.
- A sério que achas que estou embonecada - desvalorizei, olhando por mim abaixo - nem maquilhagem pus.
- Sim, eu reparei. Gosto mais assim. Ao natural - ele queria me afectar.
Tínhamos já terminado a refeição quando, durante o café, descalcei o sapato e lhe rocei com a ponta do pé entre as pernas. Foi com espanto que senti aquela pedra no pé. Surpresa que não lhe passou despercebida.
- Pois. É assim que estou desde que chegaste.
Recompondo-me imediatamente, respondi:
- Posso tratar disso.
Saímos do restaurante apressados e, já no carro dele, comecei a passar a mão sobre as calças esticadas ao limite pela pressão da erecção dele.
- Não faças isso ou não respondo por mim - deu-me aquele sorriso incrível de novo.
- Ali à frente há um estacionamento que deve estar deserto a esta hora.
- Oh A., A. Eu não te vou pôr as mãos num parque de estacionamento. A minha casa é a 2min daqui.
Não era bem o que estava à espera mas ia ter de servir.
Ele entrou na garagem, estacionou o carro e veio abrir-me a porta. Conduziu-me até ao interior da casa apagada, com uma mão abusadora pousada no meu rabo.
Mal tinha passado a porta quando me virei e comecei a beijá-lo. Puxei-o para mim e fui inalando o seu perfume. Ele tirou o casaco e eu arranquei-lhe a camisa do corpo... E que corpo!
Passei-lhe as mãos pelo peito nu e ele puxou-me pelas nádegas, cedi perante aquela investida e rodeei-lhe as ancas com as pernas. Beijava-me brutalmente e imaginei a minha pele toda vermelha pelos lábios, dentes e barba daquele selvagem. Estranhamente, não me importei.
Voltei a pousar os pés no chão e fui beijando peito dele. Desapertei-lhe as calças e enfiei a mão ainda por dentro dos boxers à procura do seu membro.
Senti-o duro e enorme. E começou a crescer-me água na boca.
Empurrei-o até ao sofá e fi-lo cair sobre o mesmo.
Arranquei-lhe as calças e os boxers de uma só vez e cai de boca naquele pau delicioso.
Completamente morta de fome, meti-o todo na boca e ouvi um gemido vindo do fundo da garganta do R. Olhei-o nos olhos e vi-lhe tesão.
- Assim não me aguento, miúda!
Tirei-o da boca e comecei a beijar toda a extensão, desde os tomates até à cabeça que voltei a colocar na boca e suguei com toda a força. Ele revirou os olhos e eu continuei a fazê-lo entrar e sair da minha boca.
Levantei-me e desapertei o laço do vestido, com um gesto de ombros atirei-o para o chão.
- Nunca imaginaria tanta cor sob um vestido tão casto - brincou ele. - Anda! Quero esse grito vermelho nos meus lençóis.
Arrastou-me por um braço e fui deixando os sapatos pelo caminho.
Frente a frente, de joelhos sobre a cama, começou a tirar-me a roupa interior. Descobriu os meus mamilos rijos e abocanhou-os docemente, cada um na sua vez, merecendo a devida atenção. Sugou-me, lambeu-me e afagou-me os seios.
Como uma gata no cio, virei-lhe as costas e empinei o rabo debruçando-me sobre a cama. Senti-o arfar com aquele convite implícito e as mãos percorram-me as costas. Tocava-me o rabo com meiguice e procurava-me o sexo com a outra mão; quando o tocou ainda resguardado pela cuequinha senti um sorriso formar-se no meu pescoço por entre dois ou três beijos.
- Olá... - murmurou com uma fala arrastada. - Também estás feliz por me ver. Vou-te apresentar o meu amigo.
Largou-me e foi até à cómoda, tirou um preservativo e fiquei a observá-lo enquanto o desenrolava a todo o comprimento do seu mastro que parecia aumentar de cada vez que o olhava.
Toda eu gritava, intimamente, para o sentir dentro de mim. Um misto de raiva e luxuria. Aquele tipo enerva-me à séria mas desde que tinha pensado em fodê-lo também me deixava completamente fora de mim.
- Dá-mo! - Exigi. - Preciso de te ter.
E ele obedeceu.
Agarrando os meus cabelos sem me magoar, ajeitou-se entre as minhas pernas e senti-o tactear a minha entrada. De um só movimento, toda eu me abri para receber aquele pedaço de inferno. Mas ele tocou um ponto especialmente sensível dentro de mim, senti o meu corpo arrepiar-se todo e chegar em ondas um prazer absurdo.
- Um?
Não lhe respondi e ele continuou as investidas. Ao mesmo tempo que se rebolava entrando e saindo de mim, massajava-me suavemente o clitóris. Quando menos esperava, senti o dedo dele pressionar-me o ânus. Em círculos, foi afagando aquela zona sensível e eu sentia uma nova explosão começar a ferver-me no sangue. Os meus ouvidos latejavam... eu estremecia... senti o dedo dele entrar em mim e ele sussurrar-me ao ouvido "toca-te". Masturbei-me sem pressas, tentando controlar aquele novo intenso prazer que se aproximava, mas não consegui. Preenchida completamente, desfiz-me de novo, desta vez muito mais intensamente.
- Dois... (Senti um sorriso de presunção?)
Aproveitei o momento em que o senti sair de mim para tomar de novo as rédeas da situação. Virei-me de frente para ele e atirei-o contra o colchão.
Beijei-o nos lábios e montei-o. Com a mão, guiei-o para dentro de mim; e quando o senti apontar ao meu buraco recém fodido, deixei-o entrar novamente.
Fiquei por alguns segundos assim. Olhos fechados, só a sentir o corpo dele encaixado no meu, a pressionar-me até ao impossível.
Então, comecei a cavalga-lo. Toda eu dona da situação.
Sentia-o entrar e sair de dentro de mim ao meu ritmo, a procurar que ele me tocasse nos pontos que eu saberia me dariam prazer. Ele fincou os pés na cama e preparava-se para me agarrar as nádegas mas não lhe permiti. Antes aumentei o meu próprio ritmo e sentia-o endoidecer. O suor pingava de mim nele e dele para a cama. O cheiro era inebriante e estava completamente exposta. Um delírio a dois. O corpo dele enrijeceu. Os lábios cerraram-se numa linha fina. E os olhos estreitaram-se. Tentou novamente agarrar-me e eu voltei a domina-lo.
Apertei-me contra o corpo dele e logo senti a adrenalina de um novo clímax a tocar-me todo o corpo.~
Palpitei, estremeci e não controlei o grito que me saiu desvairado.
Deixei-me cair naquela espiral de prazer que os nossos corpos juntos me proporcionavam. Por um instante, vacilei, ao vê-lo louco. Mas sai de cima dele. Olhei ao meu redor e procurei a roupa interior. Ele olhava-me confuso.
- Três - disse eu, levantando a mão e mostrando-lhe o mesmo número de dedos.
- Hey... onde vais? Vais deixar-me assim? A.? - apontou para membro faminto e erecto.
- Acaba tu, se quiseres. Achei só que devias aprender algo de valor com quem sabe.
Triunfante, virei costas e sai do quarto, apanhando as peças caídas pelo caminho.
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